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sábado, 14 de junho de 2014

Copa do Mundo no Brasil: Orgulho ou Indignação?


Oficialmente escolhido em 2007 para sediar a Copa de 2014, o Brasil prometia grande festa. Por que não a Copa das Copas? Dona de cinco títulos e única equipe a ter jogado em todas as copas, a seleção brasileira é motivada, milhões à parte, por corações cheios de emoção que enchem o peito para dizer "Eu sou brasileiro,com muito orgulho, com muito amor", e é isto que move o país neste presente momento. Se um satélite capturasse a imagem da terra em um desenho animado, a imagem do país seria, literalmente, verde e amarela. O mundo e nós, especialmente, nacionalizados brasileiros, paramos diante de TVs e telões anestesiados, claro, porque é momento de esquecer as dores, revolta... blá!, que nome é esse? Afinal o momento chegou, até aqui criticamos as construções e todos aqueles bilhões destinados para a copa enquanto a saúde pública está na miséria, a moral do governo? Na miséria. É irônico que cada cadeira instalada no estádio de Brasília custou R$ 19,8  mil e há pessoas instaladas com honra nos chãos dos corredores dos hospitais. O momento da anestesia é lindo, mas quando ela passa a agonia vem mais forte do que nunca, experiência de quando tirei os dentes sisos. 
"O Mundial é uma oportunidade histórica para promovermos desenvolvimento socioeconômico no âmbito local e nacional", disse à BBC Brasil Joel Benin, assessor para Grandes Eventos do Ministério dos Esportes. "Ele gerará 3,6 milhões de empregos, movimentará R$ 65 bilhões (este ano) e deixará um legado importante na área econômica". Com certeza foram ótimas previsões, muitos empregos foram ofertados, isso é bom, mas são temporários e os R$ 65 bilhões chegarão como prometem os estudos econômicos. Lucrarão os setores de construção civil e hotelaria, sim porque a presidenta quis fazer bonito e mascarar o país. Algumas empresas ganharão com isso tudo, outras sofrerão perdas, devido às paralisações, mas nada que prejudique a burguesia. Os números para avanços públicos e obras que prometem ser retomadas serão visíveis apenas em 2015 ou 2016, tentamos ser otimistas e acreditar que todo esse evento gerado aqui valerá a pena enquanto no fundo tememos que essa esperança brasileira vire cascata.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Aquele Bichinho Chamado Timidez

   
     Para você que nunca foi vítima ou não é frequentemente, incansavelmente, insaciavelmente perseguido por esse mal, talvez esse texto não tenha nenhum sentido. Porém, se isso passou pela sua prodigiosa cabecinha de- "topo tuudo, ir lá aparecer um pouquinho? Xá comigo!"- Olha, não é pra te aborrecer, mas está totalmente dentro disso. Mesmo se não for o tímido da vez, você esteve ou estará na platéia. Você, mesmo que não queira, é o vilão. 
     Segundo os clássicos do romantismo, sentimentalismo é o mal do século. Caros ingleses, portugueses e   Álvares de Azevedo, digo-vos que NÃO. Por mais que o amor, o rancor, a saudade, a angústia, provoquem um sentimento inexprimível de mal estar, a timidez, além disso, já tirou mais oportunidades na vida, desde que século existe, do que qualquer outro mal. Poxa, quanta experiência eu tenho nisso. Me proponha mil provas, mas não me faça apresentar um trabalho. O tímido pode saber de tudo sobre o assunto, pode ter as opiniões mais fantásticas do mundo, mas só de pensar em levantar a mão, responder a pergunta, argumentar sobre aquilo com seus pensamentos que estão fervendo e quase saindo com vida própria antes que a pessoa abra a boca. Mas a maldita ansiedade, trazendo aquele sofrimento antecipado, o faz entrar em um certo início de ataque cardíaco, ou seja lá o que for isso. Só sei que depois vem a revolta, a raiva de si mesmo quando algum natural corajoso levanta a mão, e você sabia, sabia e não fez nada. 
     A cura? Claro, é enfrentar o medo de frente, é tentar. Depois de alguns minutos de estar ali naquele que antes era um temível lugar, o ogro já não é tão assustador, na verdade ele é o "Shrek" e tudo começa a se aliviar. Mas, Ahah! Falar é fácil, o problema foi e sempre será a prática.
Um conselho, a pior coisa que você pode dizer para um tímido é o chamar disso. Não faz isso, nós sabemos quando estamos com medo e por isso somos covardes, mas admitir dói. Não precisa ninguém dizer.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Por que as pessoas machucam e dizem amar?


"Porque as pessoas machucam e dizem amar?" já dizia Michael Jackson. Eu também não sei, o sentido não é responder aqui à pergunta acima e sim indagar ainda mais, porque nem as "pessoas" sabem. Talvez no mundo animal possam esclarecer. Mamãe panda vai apenas tomar conta de um filhote. Se ela tiver mais de um filhote, o outro ficará sozinho na selva. Enquanto isso, o filhote favorito crescerá saudável, com alimentos suficientes. O outro filhote vai ficar muito magro e doente. A mãe hamster sempre tem muitos filhotes. Se o filhote não é perfeito e saudável a mãe vai comer o bebê vivo . Também é feito isso quando falta comida para a família . A  mãe besouro irá alimentar os seus filhos, um por um, porém se o alimento for pouco, os filhotes não irão apenas ficar sem o alimento, mas eles serão comidos vivos por sua mãe. Elas não disseram amar (ou talvez sim, quem sabe eles têm uma linguagem secreta!), mas ponderemos, a palavra mãe tem quase que o mesmo significado que amor. O sentido também não falar sobre feridas originadas de mães, mas é um bom exemplo para falar que para as nossas pessoas a causa da dor é normal. Pergunta se as mães dos bichinhos ficam horrorizadas com seus atos, não ficam, é instinto, é normal. Assim são os nossos, eles magoam e acreditam que isso é normal. No fim de tudo, mesmo que o filhote morra aos poucos e grite em sua agonia, não tem efeito dizer à senhora besouro que ela está sendo cruel. Aos humanos idem. 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Abrindo mão das palavras


Quero ouvir "eu te amo", sem palavras. Palavras escritas, faladas, personalizadas, eu não quero palavras. Afinal, que valor elas têm? É só saber usá-las. Fazendo bom uso delas chega-se longe, veja os políticos, os oradores da turma... Discursos podem até te levar ao pódio, mas não te fará desempenhar bem o papel. De tanto ouvir por anos a palavra "atitude", fiquei com raiva dela, no entanto descobri uma afeição gigantesca , senão avassaladora por essa coisa neste termo nomeada. 
O que antigamente chamavam amor, tem outro nome agora: Atitude. E a palavra amor significa sei lá o quê, ficou tão solta ao vento e encoberta pela teoria que acabou perdendo o valor. Atitudes podem te deixar pra baixo, te tornar amargo, perder a essência, eu sei bem disso, podem te fazer calar, desacreditar. Por outro lado podem te levantar, motivar, e acreditar no que antes se havia perdido, isso acontece muito com o amor, olha ele ressuscitando, consequência dela, a atitude.
Eu gostava de ouvir palavras, caiam bem aos meus ouvidos, palavras bonitas, efeitos sonoros que transportavam a um mundo de sonhos, vagalumes e estrelinhas, não precisava de mais nada para isso, apenas elas. Hoje eu preciso de mais, característica humana que sou, um "mais" que me dê convicção e produza um novo sentido às palavras. Atitude.

domingo, 16 de março de 2014

Do Amor ao Dinheiro e Seus Derivados

Antigamente, em um passado bem distante, não existia dinheiro, ou a moeda física em si. Ah, mas e o metal, o ouro, a prata e o cobre? Não, comecei falando de um tempo em que estes ainda não haviam sido elegidos como padrão de valor. As pessoas adquiriam seus pertences por meio de troca, se você tivesse colhido milho além do necessário poderia trocar o excesso, por exemplo, com uma pessoa que tirou mais leite do que ia precisar. E as mercadorias circulavam assim, da mesma forma os serviços prestados, como o advogado naquela novela em que recebia porcos, patos e galinhos como pagamento por seus honorários.
Antes do papel moeda os problemas já eram enormes, "uma vaca vale mais que uma carroça?", e já doía nos corações o apego e o desapego pelos bens materiais.
Inventou-se o dinheiro, acharam maravilhoso (pularemos a parte da cunhagem das moedas em ouro e prata e chamaremos estas de dinheiro também, apenas para abordar sobre a paixão à isso tudo), agora poderiam dar um valor a tudo.
O "tudo" é tudo mesmo, isso ficou evidente desde que começaram a colocar preço em ter vida e tirar vida, entende? Alguém recebe grana para gerar uma pessoa, outro para assassina-la. Por quê? Só pelo prazer? Será que Judas teve prazer em trair seu Mestre, seu Amigo, só pelo prazer nisso ou algo falou mais alto? E a filha que matou o pai para ficar com o dinheiro do seguro?  E a menina que leiloou a virgindade para se entregar a qualquer um? (essa pode ter sido só para chamar a atenção, mas atenção demais traz fama, que traz...) E, e, e??? Poderia citar centenas de loucuras absurdas pelo mesmo objetivo.
Eu seria hipócrita se dissesse que não gosto de dinheiro e que não queria um montinho dele para fazer um montão de coisas que tenho vontade. Egoísta para não desejar que ele chegue à certas pessoas, porque "o dinheiro em si mesmo não traz felicidade, mas a falta dele pode tirá-la drasticamente" - A. Cury. Quem não gostaria de um tanto bom desse pozinho mágico? Ele pode proporcionar coisas e momentos incríveis. O problema não está no quanto temos ou o quanto queremos possuir, mas no que fazemos para obtê-lo. O problema está na doença que a obsessão pelo dinheiro pode causar, em que estágio ela pode chegar e a quantos pretende alcançar. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

O Mundo Em Que Vivemos

    

     "E disse Deus: Haja luz..." e todos sabem da história, talvez alguns poucos imaginem o explendor desses seis dias, mas, por mais adepto que seja à teoria do big bang, já ouviu falar de como Deus criou o mundo, de como tudo começou, pelo menos para os mortais.
    É lamentável que quando penso no mundo em que vivemos, e acredito que você também, não fico contemplando a beleza de toda a criação e as proezas do coração humano, mas em como os humanos são cruéis e as coisas mais belas do mundo se escondem dessa crueldade.
    O fato é que o que nosso subconsciente ignora e não se pega se maravilhando se tornou quase utopia, é o que imaginamos, é o que tanto tira a paz, nos aflige e se recusa a deixar os pensamentos, é o que presenciamos, o que nos rodeia. É a triste ralidade do mundo em que vivemos.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Salário Mínimo, os maiores e os piores pelo mundo.


Você sabia que o Brasil tem o menor salário mínimo da América Latina? E ainda há salários mínimos piores que o do Brasil nesse ranking. A desigualdade na distribuição do dinheiro no mundo é tão absurda, que em séculos, a menos a aconteça um milagre e olha que é sempre bom ter esperança, jamais deixará de ser. Povo brasileiro, você que recebe 1 salário, daquele mínimo, e você que recebe 10, 20, 30 salários mínimos (ainda que não seja 1 ou 2 salários, mas o assunto é de seu interesse, já que o aumento do conjunto dessa multiplicação depende do salário de origem, aquele que talvez você não se lembra, mas no momento é  R$ 724,00), então, vivemos num país tropical, ehh... muitos lá fora gostariam, abençoado por Deus, bonito e tal's, mas, como todo mundo já está cansado de saber e ouvir em rádios (se é q ainda existe existe essa proeza ofuscada pela tecnologia), TVs, confrontos, manifestações, a política salarial, como vem ao caso no momento neste post (não vamos falar agora de precariedade na saúde pública entre outras misérias e desgraças), é uma vergonha, você sabe, você é testemunha disso naquele momento em que vai ao caixa eletrônico no tão almejado começo de mês e lá está o seu saldo, você nem pisca mais com a esperança de estar enxergando mal, pois isso, a você, brasileiro que é, não assusta mais. 
Eu, viajando aí pelos sites, revistas e páginas de economia, como do Terra, trouxe os seguintes dados:
Uma pessoa de Serra Leoa teria que trabalhar 45 anos para ganhar o que um trabalhador em Luxemburgo recebe em um mês. 
Os argentinos ganham quase o dobro que nós, 3.300 pesos argentinos (aproximadamente R$ 1.257).
O salário mínimo em Luxemburgo é de 1.921,03 euros, o equivalente a R$ 6.095 ( O maior).
O segundo país que melhor paga, depois de Luxemburgo, é a Austrália, onde o trabalhador ganha 2.488,80 dólares australianos (R$ 5.314).
Entre os asiáticos, o Japão tem o maior sal. mín. pode ir dos 104.320 ienes (R$ 2.377), em Shimane, aos 136.000 ienes (R$ 3.100) em Tóquio.
Os mais baixos valores recebidos pelos trabalhadores estão na África subsaariana. Em Serra Leoa, por exemplo, ganha-se 21 mil leones (R$ 11,27) por mês.

Os dados são poucos, comparados a tantos lugares por aí, mas já dá pra tirar uma base para refletir sobre a desigualdade. 
Não esqueçam de levar em consideração o custo de vida de cada país, pois é fator relevante para analisar o salário mínimo.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ficção e realidade em: A Menina Que Roubava Livros

Finalmente, hoje fui assistir A menina que roubava livros. Não é perfeito como o livro, mas ainda assim com a mesma dose de emoção que me envergonha de ser humana, ainda mais se vivesse na Alemanha nazista. Penso na perplexidade de um povo patriota e doente, doente de espírito, e por mais que tente e tente não serei capaz de desvendar o labirinto da mente de Adolf Hitler, aquele idiota que nem alemão era. O cara era austríaco e se achava o imperador, o rei, o deus da Alemanha. Penso também em Deus, o que Ele pensava de nós quando olhava aqui pra esse mundo naquela época de guerra, perseguição, miséria psíquica, que levava sonhos, famílias, e vontade de viver à campos de concentração. Em pensar que só mudamos de época, o século é outro, outra constituição, mas o que antes era barbaridade hoje só mudou de nome, está obscurecido. A guerra continua, só que em forma de uma busca desenfreada por poder, status, dinheiro, por querer ser superior, difamamos e criticamos essa cena da história, mas hoje só mudaram os fatos, a forma de derramar sangue e ditadura é outra, a ditadura da beleza e
dos padrões que não precisam de um Hitler para serem impostos, até as crianças fazem isso, excluem, inferiorizam e esnobam, é passado de geração pra geração. "O homem é bom por natureza, a sociedade que o corrompe", já dizia a frase de Rosseau que li no livro de história da 8ª série. Imagino Deus e seus sentimentos, se é que posso tentar chegar tão perto, fico pensando como Ele se sente ao nos ver, desde que começamos a nos corromper, seres que Ele criou com tamanho amor e criatividade. Ele poderia fazer com que tudo fosse diferente, que aqueles judeus não tivessem morrido, que o atentado às Torres Gêmeas não tivesse acontecido, que não houvesse tanta escuridão no coração da humanidade. Porém, por amor eu acredito, ele nos deixou fazer nossas próprias escolhas ao invés de arriscar ter uma sociedade perfeita mas com seres robôs. Nos fez pensantes.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A ponte entre mim e o mundo


A primeira cidade que me lembro à qual quis ir, desde pirralha, foi Roma. Ah Roma! Roma dos meus sonhos e das minhas revoltas. Descobri esse desejo ao ler "O Coliseu", sentia no peito o sentimento pelos mártires que não conheci, e estava decidida, "quando crescer irei ao Coliseu". Não sei se fui a única criança que pensa que quando crescer vai ficar rica e ter dinheiro pra ir ali no aeroporto e pronto... destino: O mundo. Bem, as coisas não são bem assim e agente não demora para perceber. 
Hoje Roma é passado, mas um passado inacabado. Hoje quero ver o espetáculo das cataratas do iguaçu (tão perto ), o esplendor do por do sol na Califórnia, quero ir à Disney, poxa. E por quê não sonhar com as ilhas maldivas ou qualquer paraíso caribenho? É incrível como Deus criou essas maravilhas, como o Grand canyon, o espetáculo da Aurora Boreal, a Baía de Guanabara, O monte Everest, e eu, como filha Dele, estou restrita a isso tudo, eu queria nadar com os golfinhos!!! ( se eu soubesse nadar). Como as pessoas que não tem um pedaço de terra pra viver, porque a corrupta sociedade decidiu que eles tem que pagar pela sua herança. Será que o filho do fundador da Nike se preocupa com um fio de tênis arrebentado? Já os filhos de Deus tem que se preocupar onde vão dormir, e eu com os lugares onde não posso ir. Porque é tudo distribuído totalmente injustamente nessa terra, quando todos deviam ter os mesmos direitos. A ponte? A ponte é o real, o dólar, o euro, o dinheiro, seja qual for a moeda, que está caída para milhões de pessoas que querem alcançar seus sonhos em cada continente.