Páginas

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ficção e realidade em: A Menina Que Roubava Livros

Finalmente, hoje fui assistir A menina que roubava livros. Não é perfeito como o livro, mas ainda assim com a mesma dose de emoção que me envergonha de ser humana, ainda mais se vivesse na Alemanha nazista. Penso na perplexidade de um povo patriota e doente, doente de espírito, e por mais que tente e tente não serei capaz de desvendar o labirinto da mente de Adolf Hitler, aquele idiota que nem alemão era. O cara era austríaco e se achava o imperador, o rei, o deus da Alemanha. Penso também em Deus, o que Ele pensava de nós quando olhava aqui pra esse mundo naquela época de guerra, perseguição, miséria psíquica, que levava sonhos, famílias, e vontade de viver à campos de concentração. Em pensar que só mudamos de época, o século é outro, outra constituição, mas o que antes era barbaridade hoje só mudou de nome, está obscurecido. A guerra continua, só que em forma de uma busca desenfreada por poder, status, dinheiro, por querer ser superior, difamamos e criticamos essa cena da história, mas hoje só mudaram os fatos, a forma de derramar sangue e ditadura é outra, a ditadura da beleza e
dos padrões que não precisam de um Hitler para serem impostos, até as crianças fazem isso, excluem, inferiorizam e esnobam, é passado de geração pra geração. "O homem é bom por natureza, a sociedade que o corrompe", já dizia a frase de Rosseau que li no livro de história da 8ª série. Imagino Deus e seus sentimentos, se é que posso tentar chegar tão perto, fico pensando como Ele se sente ao nos ver, desde que começamos a nos corromper, seres que Ele criou com tamanho amor e criatividade. Ele poderia fazer com que tudo fosse diferente, que aqueles judeus não tivessem morrido, que o atentado às Torres Gêmeas não tivesse acontecido, que não houvesse tanta escuridão no coração da humanidade. Porém, por amor eu acredito, ele nos deixou fazer nossas próprias escolhas ao invés de arriscar ter uma sociedade perfeita mas com seres robôs. Nos fez pensantes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário